sábado, 4 de outubro de 2008

Maus profissionais

Como já havia referido, trabalho para uma multinacional asiática.

No meu departamento entraram duas pessoas: uma estagiária e outra com experiência na área do departamento mas noutra actividade. 

A estágiária, com vinte e poucos anos, integrou-se completamente, sendo a benjamin do departamento e que gosta de aliviar o stress com as suas tiradas cómicas. As reacções dos outros profissionais são como se tratasse de uma criança pequena que diz tudo o que pensa e que os "adultos" acham graça.

No entanto, como profissional realiza o seu trabalho como outro qualquer. Apenas alivia o ambiente por vezes caótico, ansioso e stressante.

A outra funcionária, todavia, surgiu com a descrição de ter experiência apenas com necessidade de uma pequena formação do sistema informático. Esta impressão inicial pode ter deitado por terra a fácil integração dentro do departamento. E porquê? A mulher (que vamos chamar de naba em referências futuras) não tinha qualquer experiência não sabendo distinguir documentos de fácil percepção até para os mais distraídos.

Mas, poderia aprender... dizem vocês. Coisa que a naba não pode devido ao seu Q.I. demasiado baixo (talvez) ou da sua incapacidade inata de escrever lembretes para não se esquecer o que foi dito há cinco minutos atrás!?

Por essa razão e passado cerca de quatro semanas de cada pessoa do departamento lhe explicar de diversas formas as suas funções cerca de 20 vezes cada um, houve uma desistência geral. Primeiro por toda e qualquer tarefa entregue ser efectuada sem o mínimo de rigor e esforço e, consequentemente, realizado com erros imperdoáveis (só para dar um exemplo: a naba nem sabe subtrair um valor negativo a um valor positivo no Excel). Por outro lado, a sua maneira desculpabilizante de não assumir qualquer erro cometido com a explicação que foi mal explicado pelo colega de trabalho que, infelizmente... não se encontra no local de trabalho no momento.

A melhor forma de resolução seria, obviamente, o seu despedimento. O que foi proposto por todos os funcionários do departamento ao chefe. Mas que não foi feito, nem será feito pelo menos nos próximos meses.

A incompetência do funcionário passa por morrer solteira, tal como a culpa.

O que explica muito bem como o país se encontra. Há falta de produtividade porque os empregados que se esforçam e possuem o rigor no seu trabalho, têm de trabalhar a dobrar para colmatar os erros dos outros empregados que apenas cumprem um horário estipulado. Ora se recebem todos o mesmo, porque se irá ter um esforço maior que o outro, já que não irá daí obter qualquer benefício? Assim, começa-se a trabalhar menos e sem qualquer preocupação.

Felizmente, ainda não é o meu caso, por o meu trabalho ser reconhecido por enquanto. Mas logo se verá...

Sem comentários: