sábado, 27 de setembro de 2008

Pais e o sindroma de mãe galinha

Após uma relação falhada voltei para casa dos pais após cerca de um ano e meio de ausência.

Cada vez mais, por razões óbvias, os portugueses saem de casa dos pais mais tarde. A principal razão não é as questões somente monetárias.

Por exemplo, os meus pais sairam de casa para um apartamentozeco onde tinham somente uma cama emprestada e onde o meu irmão dormia numa alcofa. Agora seria impensável sair de casa dos pais para um apartamento sem estar minimamente mobilidado, com o lcd, computador, internet e vários canais de televisão.

As necessidades mudaram. Além disso, no tempo dos nossos pais só se saia de casa para casar ou para ir trabalhar longe o que era por volta dos 22 anos ou menos, enquanto hoje é só por volta dos 30 e mais anos.

As questões monetárias também se devem a esta situação. A crise está instalada, as prestações das casas são cada vez maiores e as rendas também estão a seguir o mesmo caminho. 

Mas deve-se também ao tratamento de princípe ou princesa dos pais para com os filhos. Era impensável na geração dos nossos pais, o progenitor pagar qualquer coisa que seja ao filho trabalhador. O filho deveria era cumprir com o seu dever e pagar a sua estadia. Coisa que jamais acontece neste momento, o filho ou exige ou, através de um choradinho, pede.

O problema é que os progenitores gostam!! Porque mantém o seu menino/menina na sua asa sem sinta que os anos se passaram e o seu menino/menina já é senhor/senhora.

O conflito das gerações apenas depende de saber "levar a àgua ao seu moinho" de cada um. Aceitar que por vezes tem de se dizer gugu-dáda para os pais e outras berrar que se é adulto. 

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